Eu recebia várias ligações de Stephanie, mas dificilmente atendia. Ela já me contou sobre e-mails que me escreveu, mas nunca me mandou, me exorcizando pelas atitudes que eu estava tomando. Ela não estava errada.
Depois das notícias, ora indesejadas, eu, que já andava revendo minhas decisões, realmente comecei a considerar a possibilidade de voltar atrás, voltar para ela.
O descontentamento com a relação, anteriormente tão certo, parecia estar perdendo sua razão de ser. Primeiro, um sonho - o primeiro desde a viagem para casa - em que estávamos juntos e felizes. Não me lembro de mais detalhes, mas certamente foi intenso o bastante para que saudade e uma dúvida se colocassem em meu coração e em minha mente. Talvez eu quisesse voltar!
Paralelamente, mas nem tanto, eu ainda absorvia o impacto da notícia inesperada da gravidez. Como já disse, por mais que eu quisesse me convencer de que Stephanie havia inventado essa história, e por mais que meus pais me reforçassem a ideia de que ela estava desesperada e diria qualquer coisa para que eu voltasse para junto dela, dentro de mim eu sabia que ela não faria tal coisa, e que realmente algo crescia lá dentro dela.
A verdade é que nós nunca deixamos de nos falar. Algumas vezes conseguíamos até mesmo conversar amigavelmente, e eu geralmente era informado de qualquer ocorrência no dia-a-dia dela.
Um dos acontecimentos desse período foi um mal estar que ela sentiu. Foi para o hospital e, ela me contou depois, passou a noite sentada numa cadeira branca, quadrada, desconfortável e fria, tomando soro.
Ela me disse que durante esse tempo, ela pode pensar sobre tudo que estava acontecendo, organizar os fatos, os sentimentos. Nisso, teve um estalo. Resolveu não mais se importar com minhas atitudes ruins, parar de sofrer, ser forte e tentar, com toda a força que conseguisse, passar por cima dessas coisas.
Enquanto isso eu, que no fundo sabia que ela realmente estava grávida, mas que buscava, em tudo e em todos, a esperança de ela não estar, estava cada vez mais próximo de ir contra tudo o que havia me levado a deixar a vida a dois e pedir perdão - e expor a Stephanie a minha ainda insegura e extremamente íntima vontade de ser dela novamente.
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Em tempo: O blog está com layout novo. Parece mais do mesmo (preto e branco, listras, fantasminha, etc, mas me agradou, então tá ótimo.)
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2 horas atrás


